Frida Kahlo – Calor e Frio

Breve  histórico

 

A peça Frida Kahlo - Calor e Frio, da Estelar de Teatro, uma companhia de investigação teatral de 9 anos de idade e trabalhos reconhecidos dentro e fora do país,  estreou em Berlim, no Centro de Pesquisas Teatrais de Jurij Alschitz e de lá seguiu para o México, se apresentando em teatros e universidades como a Escola Superior de Artes de Yucatán e tendo sido convidada até para uma apresentação naquela que foi a Casa de Frida, o Museu Casa Frida Kahlo, na Cidade do México.  Em São Paulo, cumpriu uma temporada de sucesso de agosto a outubro no Viga, em São Paulo e realizou apresentações no Casarão do SESC Ipiranga, no Projeto É Logo Ali, uma curta temporada no TUSP, e no Heleny Guariba, em 2015. A peça circulou ainda pelo Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, durante a primeira exposição com as fotos de Frida Kahlo no Brasil, foi para Santiago do Chile, como um representante brasileiro no Santiago OFF e fez parte do Circuito TUSP de Teatro, se apresentando em várias cidades do interior paulista. Participou também de Festivais, como o Festara, de Araçatuba, como convidado do SESC e foi apresentada no Museu da Diversidade, em São Paulo, junto com uma intervenção urbana no Largo do Arouche, como convidado do TUSP.

Em junho de 2015, a peça participou do FLIPT, o FESTIVAL LABORATORIO INTERCULTURAL DE PRATICAS TEATRAIS, organizado pelo Teatro Potlach, em colaboração com o I.S.T.A, a International School of Theatre Anthropology e Università la Sapienza de Roma com a presença do próprio Eugenio Barba. É a primeira vez que um grupo brasileiro foi convidado a levar trabalho autoral neste importante festival, na Itália.

Além das apresentações da peça, intervenções urbanas e cursos ministrados marcaram a trajetória da companhia em várias cidades mexicanas. O processo recebeu o Prêmio de Difusão e Circulação da USP, em 2014.

 

A investigação da obra

 

Frida Kahlo- calor e frio, desde a concepção do texto, uma obra aberta - que pressupõe a participação ativa da poética do público na fruição da peça - em que os elementos dramáticos misturam-se aos narrativos e líricos, à presença da dança, da música e das artes visuais busca uma obra de artes cênicas que, sem abrir mão de uma comunicação empática e direta com o público, dialogue com questões contemporâneas, tanto na forma como no conteúdo. Toda a música é feita ao vivo.

A voz feminina na dramaturgia é um dos eixos de investigação do espetáculo –  fragmentária, inconclusa, poética, em forte diálogo com o inconsciente e com os mitos, interpenetrando realidades e de sentidos múltiplos, em diálogo com a arte de Frida. Na escrita de cena mestiça, devorando a influência de diversos encenadores contemporâneos com quem tivemos contato direto em residências artísticas de pesquisa, (vide histórico) buscamos uma cena híbrida, em trânsito por diversas linguagens e com forte presença da atmosfera de um rito cênico de celebração da potência artística.

A obra recria não só Frida Kahlo como personalidade artística isolada, mas também uma época muito potente para o México: o momento em que o país recebeu uma série de artistas – de Eisenstein, a Breton, Maiakóvski, Artaud, Tina Modotti, a políticos como Trótski. Um momento em que a América Latina surpreende o velho mundo com seus povos nativos, irreverência, mágica e exuberante. E influencia a arte e a filosofia da Europa – uma história pouco conhecida pelos brasileiros.

 

Sinopse

 

A história de Frida Kahlo recriada a partir de suas obras.  

Através de um teatro que dialoga com as artes performativas, a música, a dança, a poesia, as artes visuais e a festa, a peça evoca o universo da pintora Frida Kahlo em cruzamento com o cenário do México no início do século XX , propondo diálogos em diversas camadas – desde a influência da arte pré colombiana aos diversos encontros artísticos (Eisenstein, Artaud, Modotti, Trótski) que o país foi palco e suas influências sobre o imaginário hoje. A arte e o papel do artista também são temas fundamentais da obra.